
Marcio Aurelio Soares é escritor, cronista e gestor público brasileiro, com atuação marcada por uma rara convergência entre rigor técnico e sensibilidade literária.
Servidor público federal, construiu carreira na área da Perícia Médica Federal, exercendo funções de liderança e coordenação. Ao longo dos anos, participou da organização de seminários, formulação de diretrizes técnicas e implantação de projetos de modernização administrativa, com destaque para iniciativas voltadas à teleperícia e à gestão estratégica. Sua atuação combina visão institucional, organização metodológica e compromisso com o serviço público.
Paralelamente à vida profissional, desenvolveu uma trajetória literária consistente e autoral. Sua escrita transita entre a crônica, o conto e a narrativa de fôlego histórico-ficcional. Os textos exploram memória, identidade, migração portuguesa, vida suburbana no Rio de Janeiro do início do século XX, tensões familiares, trabalho, ressentimento social e transformações culturais brasileiras.
Obras como Volto Já, Sai na Noite: Fui Roubar um Sonho, Blow Up – A Explosão do Rock, O Leitor Voraz, O Homem do Sapato Social e Patrimônios Imateriais do Humor revelam um autor atento à linguagem, ao ritmo narrativo e à dimensão simbólica dos acontecimentos cotidianos. Sua escrita combina coloquialidade e densidade histórica, frequentemente dialogando com a tradição da crônica brasileira e com o universo da memória social.
Detalhista no processo criativo, trabalha seus textos com preocupação estrutural, precisão vocabular e consciência editorial ? desde a arquitetura interna do livro até aspectos gráficos e de apresentação. Sua produção literária demonstra interesse por temas como cultura popular, política, música brasileira, história urbana e formação identitária.
Márcio Aurélio Soares constrói, assim, uma obra que atravessa tempos e espaços: do cais e da mercearia suburbana ao gabinete institucional; do humor popular à reflexão histórica; da memória familiar à crítica social. Seu percurso une administração pública e literatura em um mesmo gesto: o de organizar narrativas ? sejam elas burocráticas ou humanas ? para compreender o país e suas permanências.
É autor de Você e Balança, Amigos para Sempre (Ed. Marolo, 2003), Sala de Espera – Crônica de um Médico (Editora Comunicar, 2012), Plantador de Tâmaras (Ed. Matarazzo, 2022), Os 50 anos da Revolução dos Cravos sob o olhar de um brasileiro (edição do autor, 2024), Blow Up – A Explosão do Rock (coprodução), Minha Biblioteca Sou Eu, Ed. Patuá (no prelo).