Tendo como pano de fundo a efervescente São Paulo da década de 1920, o livro apresenta personagens que poderiam ter sido nossos pais ou avós, habitantes de uma cidade que se modernizava enquanto ainda carregava as marcas do passado. Paola, a bela jovem que quer estudar em uma época em que as mulheres eram preparadas apenas para casar, Francesco, o imigrante italiano que, com muito esforço, torna-se um industrial de sucesso e sai das pensões do Brás para um palacete em Higienópolis, Ettore, que imigra para o Brasil na fase mais tardia da imigração italiana, em busca de repetir o sucesso do tio, Alice, a jovem que vem do interior para a capital paulista em busca de liberdade e realização. E outros personagens, que, apesar de secundários, têm papel importante na vida dos principais e mostram uma humanidade inesperada.
Um livro que dá voz aos que ousam ser diferentes do que a história e os costumes da época contam, como se fossem todos iguais, homogêneos. A realidade é mostrada sem firulas, em que não existem padrões, existem seres humanos, com qualidades, defeitos, que cometem deslizes, mas que têm o direito de buscar a felicidade, mesmo quando o mundo ao redor insiste em negá-la.
Antonio Pedro da Costa nasceu em São Paulo, em 1949, mas agora vive em São José dos Campos. É advogado e trabalhou no mercado financeiro muitos anos. Gosta de ler e escrever desde a infância, mas só agora tem a oportunidade de se dedicar à escrita, principalmente de contos. Participa do Curso Online de Formação de Escritores.