Romance histórico inspirado no diário de seu bisavô, Joaquim Antônio de Souza Spínola, conhecido como Conselheiro Spínola, figura do interior baiano no final do século XIX. Nesta obra, a autora transforma registros pessoais e documentos históricos em narrativa literária, reconstruindo a vida e o cotidiano do sertão baiano a partir da experiência de um magistrado que atuou na região.
A motivação para criar Quincas, Juiz do Sertão veio do diário deixado pelo Conselheiro Joaquim Spínola (Caetité, 1848 – Salvador, 1906), escrito de 1877 a 1906, ano em que faleceu em Salvador (BA) como presidente do Tribunal de Apelação e Revista. Casado com Sisenanda Moreira, natural de Cachoeira (BA), com quem teve 11 filhos sobreviventes, atuou como juiz nas cidades de Lençóis, Caetité, Porto Seguro, São Félix, e finalmente Salvador (BA). Vivenciou o declínio do ciclo do diamante na Chapada Diamantina, onde explorava um garimpo; a decadência da Monarquia; os últimos anos do regime escravocrata; os primeiros anos da República; a seca, e a crônica crise financeira de uma economia primário exportadora. Em Caetité, de 1885 a 1990, foi perseguido pelos traficantes de escravizados, ao conceder alforria a aqueles que pelas leis vigentes não deveriam ser cativos. Deixou relatos detalhados de viagens pelo sertão, principalmente entre a cidade de Cachoeira e as Lavras Diamantinas.
O diário é como um diamante bruto, que lapidado deu origem a um brilhante, Quincas, Juiz do Sertão, obra enriquecida por diferentes fontes, quando o leitor terá a oportunidade de fazer um passeio pela História, por episódios de uma época, como a Revolta da Armada, a destruição do arraial de Canudos, o encilhamento, tendo como fio condutor a trajetória de uma família e agregados.
Doutora em Administração, mestre em Economia, e bacharel em Letras (Inglês e Vernáculas) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Nasci em Salvador (Bahia) na primavera de 1953.
Comecei como guia de turismo da cidade do Salvador para falantes de inglês e de francês. Mais tarde, depois de graduada pela Slippery Rock University (Pensilvânia, EUA), fui selecionada para estágio no setor comercial da Embaixada do Brasil no Chile.
Trabalhei no Hotel Meridien Bahia, no Banco Econômico; na Secretaria da Indústria e Comércio da Bahia; na Polialden Petroquímica; no Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia; na Agência de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Desenbahia).
Como professora universitária, ensinei Inglês Comercial e Economia Internacional em cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Salvador (Unifacs).
Como pesquisadora, publiquei livros didáticos e técnicos, e artigos acadêmicos.
Na maturidade, voltei à graduação, no Instituto de Letras, da UFBA, para me dedicar a duas paixões: línguas e literatura. Foi pela arte de Alberto Valença que ousei experimentar a escrita literária sem, contudo, me afastar dos princípios de pesquisa aprendidos na academia e publicar meu primeiro romance: "Conversando com a Pintura de Alberto Valença"