por Ana Souza de Magalhães
Cachoeira dos meus amores,
quantas saudades tu me trazes
da praça verde viva onde cantava o sabiá.
Portas e janelas, recantos para se amar,
namoros à moda antiga, beijos a estalar,
rezas, contos e encantos tu vieste explorar.
Quantos segredos tu guardas na parede do teu altar!
Cuida de ti, ó terra minha,
que um dia hei de te encontrar,
e, nas noites de verão, verei o teu sol a brilhar!
As cantigas de roda, as diamantinas a sambar,
e, junto às quadrilhas, irei recordar
o tempo da escola, das serestas ao luar,
e, através das montanhas, teu nome proclamar!