por Clessius Varela
Texto inspirado em foto do álbum Vem doce (anexo), de Vanessa da Mata.
"Abaixo do quadril, entre aquelas que a sustentam, ela segura firme, com uma das mãos, aquela que penso em saborear. Um pouco acima, o sinal ao centro parece me perguntar para que lado eu deveria ir diante das simetrias perfeitas.
Aquele em que ela pisa, pisa o cacho; o falo rígido aponta em direção oposta. Indo contra a natureza da firmeza, abaixa a cabeça como quem reverencia tanta beleza.
Próximo daquela de onde surgem as palavras, pérolas descansam. O olhar insinua a distância entre a presença do corpo e da mente — que sinto que mente ao afirmar que lá está.
Desejaria ser a trama azul para, ao vestir e ao despir, poder sutilmente tocar cada parte do corpo, com a intimidade permitida apenas a quem está próximo, esfregando-se no viver."

Acredito que certas atividades sutilizam nossa energia e servem como contraponto ao cotidiano. Recentemente, comecei na pintura e na escrita; ainda como iniciante, buscando as palavras com o prazer de quem celebra cada frase concluída. Meu objetivo aqui é fazer o melhor possível como escritor até o limite do sentir."