A felicidade não grita
nas vitrines do mundo,
ela chega devagar
como luz tocando o fundo.
Acordei sem pressa,
com pensamentos de procura,
como quem busca abrigo
em meio à própria ternura.
Vivemos correndo demais,
tentando alcançar o vento,
sem perceber o silêncio
pedindo morada por dentro.
Tudo virou relógio,
horas fugindo da mão,
e eu segui sem perceber
o cansaço do coração.
Até que parei.
E no instante mais verdadeiro
permiti que minha alma
respirasse por inteiro.
O reencontro aconteceu
na calma daquele momento,
e o tempo veio brilhar
dentro do silêncio.
Sentei perto da janela
sem precisar fotografar,
porque algumas belezas
nascem apenas para sentir e guardar.
Então compreendi baixinho,
com delicadeza e calma:
a vida floresce diferente
quando desacelera a alma.
Autoral por @Mag Poética





