por Ana Mello
Por que esta obra existe?
Corpos Trocados nasce da vontade de explorar o corpo não apenas como matéria biológica, mas como elemento simbólico de identidade, despedida e fechamento do luto. A troca de corpos funciona como ponto de partida para discutir ética profissional, responsabilidade, morte, memória e os limites entre o que pode ser tecnicamente corrigido e aquilo que emocionalmente já aconteceu.
Para quem ela será escrita?
Para leitores de ficção contemporânea interessados em narrativas de suspense psicológico, dilemas éticos e personagens complexos. Também dialoga com quem se interessa por medicina legal, investigação, rituais de morte, relações humanas e histórias ambientadas em Porto Alegre.
Qual transformação pretende provocar?
Levar o leitor a olhar para a morte e para o corpo com menos distância e mais humanidade. A novela provoca perguntas sobre o significado dos rituais de despedida, sobre a necessidade — ou não — da presença física do morto para que o luto aconteça e, sobretudo, sobre como nossas escolhas enquanto vivos continuam produzindo consequências depois da morte.
Qual promessa fará ao leitor?
Oferecer uma história envolvente em que suspense, afetividade e reflexão caminham juntos. O leitor entra no universo profissional e íntimo da médica legista Helena Duarte e acompanha não apenas a resolução de uma troca de corpos, mas o processo interior que a leva a decidir o que fazer diante de uma verdade incômoda.
Como essa promessa será construída?
Por meio da narração em primeira pessoa de Helena, combinando casos do IML, memórias, aromas, reflexões sobre morte e luto, dilemas profissionais e sua vida afetiva. A trama cresce em camadas: começa com um erro aparentemente técnico, atravessa histórias de diferentes corpos e formas de morrer, incorpora uma relação amorosa cercada de mistério e conduz Helena a rever sua trajetória até compreender que a decisão sobre os corpos trocados também revela quem ela escolhe ser.
Em uma frase, eu resumiria o propósito central da obra assim: Corpos Trocados usa a morte para falar, sobretudo, das escolhas que fazemos enquanto estamos vivos.

Nasci em São Leopoldo, sou licenciada em Ciências e Matemática pela Unisinos. Atuo profissionalmente como técnica Química. Fiz especialização em Informática na Educação e em Educação a Distância com ênfase na Docência e na Tutoria em EAD pela PUCRS. Ministro oficinas de crônicas, minimalismo e poesias online e presencial. Coordeno um grupo de criação literária na Metamorfose Cursos.
Livros Publicados
Minicontando
Perseu & Medusa (em parceria com Lais Chaffe)
Ana, Babá de Bichos
Para onde vão os objetos perdidos
Verbetrix
Histórias da Clarinha
Poesia Projetada
Nas patas dos Gatos
Minicontos Periciais
Desafio Poetrix (em parceria com Mario Ulbrich)
Palavras de Quinta (organizadora e autora)
Escrever é Normal (organizadora)