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Rio Jequitinhonha

Rio Jequitinhonha

por Vilma Toloto

Rio Jequitinhonha

O rio Jequitinhonha que começa lá pra cima de Minas
e vem serpenteando até desembocar em Belmonte,
é como uma cobra d'água velha, sabida,
que conhece cada dobra da vida e dos montes.

Nas beiradas do rio tem pescador,
tem lavrador que reza pra chuva cair,
tem menino corajoso pulando da pedra,
e a rede armada só esperando o entardecer.

O rio Jequitinhonha que começa lá pra cima de Minas
e vem serpenteando até desembocar em Belmonte,
leva com ele o suor das mãos curtidas,
os causos contados de um povo valente.
Água barrenta que dá rumo às procissões e faz a fé brotar.

O rio Jequitinhonha que começa lá pra cima de Minas
e vem serpenteando até desembocar em Belmonte,
é espelho do céu nos dias sem pressa,
é ponte até Belmonte quando entrega o que leva:
poeira de sonho, saudade e luar.
Ele beija o Atlântico como quem volta
para o colo da mãe, para o seu lugar.

Vilma Toloto

Vilma Toloto, nascida na zona rural de Ourinhos-SP, Pedagoga com pós graduação em Psicopedagogia (PUC-SP) e Recursos Humanos (PUC - Chile), desde cedo encontrou nas palavras o seu refúgio. Na escola participava de peças de teatro e tinha como lugar preferido a biblioteca, onde passava horas mergulhada nos livros. Na adolescência, começou a escrever poesias e contos de forma amadora, movida pela paixão por histórias. Hoje, segue estudando para aprimorar a sua escrita e realizar o sonho que a acompanha desde sempre: publicar seus próprios livros.

Está vivenciando sua primeira experiência de publicação, o conto "Cartas que o tempo não apagou" que é  parte da Coletânea "Toda forma de amor" pela editora Metamorfose. Participa do Curso Online de Formação de Escritores.