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Como me descobri branca

Como me descobri branca

Como me descobri branca
Disponível impresso

Nós, brancos, fomos ensinados ao longo dos séculos a sermos o centro, o padrão, o normal. Este entendimento desloca automaticamente o negro para o lado diametralmente oposto: o racializado, o diferente, o inferior. Eu, mulher branca, cresci me entendendo uma pessoa "boa" e livre de preconceitos e comportamentos racistas, até que fui definitivamente acordada para minha própria pele com a chegada do meu filho pela adoção, um menino negro. O processo de letramento racial que decidi trilhar desdeque me dei conta do que significava ser branca teve um início, mas certamente nunca terá um fim. E foi pensando em mais pessoas brancas que buscam compreender o papel que desempenham num mundo dividido pela cor da pele que decidi trazer para o papel parte do que vivi e tenho experienciado, com referências a leituras, vídeos e podcasts. Longe de esgotar o tema, e assim como em meus livros anteriores, tratando a temática com a leveza de uma conversa entre amigos, o presente livro é um chamado ao despertar para questões que muitas vezes deixamos passar por não estarmos dispostos a sair do lugar de conforto no qual fomos colocados. Que todos possamos, juntos, tomar consciência do lugar que ocupamos e do papel que desempenhamos para, depois,mudarmos as engrenagens buscando um mundo realmente igualitário.

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Jussara Marra

Jussara Marra é mineira, natural de Belo Horizonte, mas residente em Uberaba, no Triângulo Mineiro, 42 anos, formada em Direito e Analista do Ministério Público de Minas Gerais desde 2008. Pós-Graduada em Políticas Sociais e Questão Racial. Desde 2023, estou Presidente da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD). Palestrante, tendo como temas abordados adoção e questões raciais. Foi colunista da IstoÉ Mulher entre 2023 e 2024. Mãe de um menino hoje com 12 anos, vindo pela adoção aos 8 meses. Autora de três livros, todos publicados pela Editora Juruá. Adoção ao Alcance de Todos (2019, e ed, revista e atualizada em 2025), Adoção Inter-Racial (2021) e Como me descobri branca (2023). Começou a se aventurar pela escrita de ficção pelos contos, enviados para chamadas de antologias e concursos literários, tendo tido um publicado em Com amor, saudade, da coleção Mentes Errantes (Ed. Uiclap) e em 2025 foi finalista do Prêmio Lura de Microcontos e semifinalista do Loba Festival, na categoria Conto não publicado. Em 2026, semifinalista do Prêmio Brasileiro de Microcontos, finalista do Prêmio Escrevivências Maternas e finalista do Prêmio Outono em Vários Tons (Ed. Typus), na categoria Contos.

Em breve, livro novo saindo!!!