Sueli chegou em casa pronta para deixar cair todas as lágrimas que segurara pelo caminho. Desabou no sofá e só parou quando anoiteceu. Sua consciência martelou o fato de o lugar ser arejado e ensolarado, mas no seu subconsciente e a lembrança da crítica de todos à sua volta, que nunca estavam por perto quando precisava deles, a fez voltar ao seu vale de lágrimas.
A chegada do marido com os filhos a fez enxugar os olhos e correr para o banheiro, lavar o rosto.
As crianças pouco notaram o aperto no coração da mãe, mas o marido, marginalmente mais perceptivo, reparou no monte de lenços de papel que ela não tivera a presença de espírito para se desfazer deles.
À noite, na cama, um abraço. Um carinho localizado.
— Estou cansada. — Tentou se desvencilhar.
Um suspiro carregado de significado.
— Você foi ver sua mãe hoje?
Ela não respondeu. Olhou para o teto. Era sábado. Ele sabia que ela visitava a mãe aos sábados.
— Você não pode deixar a situação da sua mãe afetar você desse jeito! Já faz mais de um mês...
— Você não estava lá comigo! Ela chorou. Pediu para voltar pra casa dela. Quando eu disse que era para o bem dela, ela gritou e virou a cara.
— Ela sempre faz isso. Sempre manipulou você. Desde as ligações bêbada no meio da noite, as ameaças de suicídio...
— Eu sei. Meu cérebro sabe. Mas meu coração titubeia.
— Ela caiu duas vezes sozinha. Podia ter morrido e você só ia achar uns dias depois.
— Não precisa martelar isso. Já disse, eu sei.
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No sábado seguinte, ela não foi visitar. A terapeuta tinha dito que o marido estava certo, que ela não podia se deixar manipular.
Ela lhe disse que muitos idosos são como crianças tiranas. Eles querem cobrar com juros de agiota o cuidado que tiveram com seus filhos pequenos. A terapeuta se calou depois da frase. Pediu desculpas e falou que não devia ter dito aquilo. Mas aquilo encontrou eco dentro dela. Ficou pensando que, por mais que sua mãe tivesse sido uma "boa mãe", ela não merecia suas acusações de abandono.
Lembrou-se das noites sentada ao lado dela na escada dos fundos da casa. Nem sabia que idade tinha, uns sete ou oito anos. A mãe fumando e dizendo que ia embora. Que ia deixá-la com o pai para ele ver só! Ela fora uma boa mãe. Não tinha abandonado Sueli. Mas ficou lembrando a filha por toda a vida adulta desta, de como ela era uma boa mãe por não a ter abandonado.
Foi forte e não visitou.
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No sábado seguinte, a mãe estava uma seda. Tornou a apresentá-la para às colegas na casa de repouso. Caminhou de braço dado com a filha de sofá em sofá, de mesa em mesa. Evitou um senhor em uma cadeira de rodas perto do jardim. Sueli, já um pouco cansada de conversar com estranhos surdos, não questionou.
Conversaram por dez minutos inteiros antes da mãe voltar a insistir em voltar para casa ou mesmo ir morar com a filha.
Sueli se lembrou das raras visitas que a mãe lhe fazia, em que ficava ameaçando ir embora sempre que a filha tentava aproveitar as poucas horas livres que tinha, colocando roupa para lavar ou fazendo outra tarefa doméstica. E pior, lembrou do mês em que a mãe passou em sua casa, enquanto se recuperava de uma cirurgia de hérnia. Basta dizer que o Inferno pareceu um lugar no mínimo interessante para visitar. Qualquer círculo serviria.
Ao perceber que a filha mais uma vez não cederia, virou a cara e começou a conversar com uma outra idosa no sofá próximo.
Sueli agiu como tinha feito com os filhos pequenos quando estes se jogavam no chão, quando ela lhes negava alguma coisa em público. Ignorou a mãe, levantou-se e caminhou até o velho da cadeira de rodas.
Com um olho no peixe e outro no gato, ela se apresentou ao homem, que, falando um português carregado de sotaque, abriu um largo sorriso.
Ela ficou sabendo que se chamava Otto e que estava na casa de repouso há pouco mais de seis meses. Era óbvio que estava ali por ter tido um derrame; Sueli não quis perguntar sua idade, mas apostava que devia ter quase oitenta anos.
Ela perguntou se ele falava inglês e ele respondeu imediatamente na língua. Ficaram conversando sobre o que ele achava do Brasil, terra que tinha adotado como sua há cinco anos.
A mãe chamou Sueli. Ela se despediu de Otto e foi ficar com a mãe que não voltou a tocar no assunto da volta para casa.
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Sueli se sentou no sofá ao lado do marido e o abraçou. Ele tirou o som da TV e ficaram apreciando o silêncio incomum. Logo, as crianças subiriam do térreo e não teriam como conversar sem gritar.
— Conheci um velhinho simpático hoje na casa de repouso.
— Ah, é? — O marido estava de bom humor. O bom humor da mulher prometia algum divertimento depois que as crianças fossem dormir.
— O nome dele é Otto. Fiquei com pena dele.
— Por que está na casa de repouso? Eu acho o lugar bem decente.
— Sim... em parte.
O marido a olhou de soslaio. Tomou um gole de sua latinha de cerveja e esperou. Eram raros aqueles momentos de conversa. Filhos pequenos só aproximam os pais pela exaustão que causam.
— Ele é alemão. Está numa casa de repouso, longe do seu país. Não recebe visitas.
— Mas por que ele está aqui? Por que ninguém vem buscá-lo?
— Não sei. Ele não fala português direito. O inglês é excelente, melhor que o meu. Vou perguntar da próxima vez.
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Voltou a falar da mãe com a terapeuta. Naqueles dias parecia que só falavam disso. Contou do quase sucesso da última visita e das histórias que mais a marcaram, como quando a mãe tinha dito que a prima a tinha colocado para dormir com o cachorro. Sueli quase brigara com a prima, até descobrir que a mãe esquecera de informar que ela tinha dormido na edícula e o cachorro no quintal. A mãe fazia isso. Falava meias verdades e mentiras deslavadas. Alguns vizinhos a adoravam porque ela era espirituosa e tentava agradar aos estranhos. Um doce de velhinha! Salvo pelo problema das bolas. As que caíam em seu quintal, ela só devolvia quando um dos pais da criança ia buscá-las. Sempre com um sorriso, dizendo que não sabia a quem devolvê-las.
— Agora me criticam pelo Face. Eu até saí. Um vizinho falou que eu joguei minha mãe em um lugar que parece o fosso de um castelo! Pode?
— E como você se sente com tudo isso? O que você quer fazer?
— Sinto muita raiva! Porque ninguém foi acudir quando ela caiu. Mora perto e tudo, mas nem repara que a mulher não saiu nem pra comprar pão. A sociedade esquece os velhos e quer crucificar os filhos que acham uma solução com a qual ela não concorda.
— Talvez você possa postar umas fotos da sua mãe feliz onde está? Comentar como o lugar é bom? Fazer um convite para quem te critica para visitar sua mãe lá? Isso se você se importar com o que os vizinhos da sua mãe pensam de você...
— Estou em dúvida com quem me importo hoje em dia.
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Sábado, visita. A mãe parecia mais dócil. Talvez fosse viável levá-la para almoçar em casa um desses dias. Deixou o marido conversando com ela e foi falar com Otto, que estava novamente afastado dos demais. Ele estava tomando sol debaixo de um caramanchão de flores amarelas.
— Mr. Otto, how have you been?
— Eu vou indo. Sinto saudades da minha terra.
— E por que o senhor não volta para lá?
— Não tem ninguém para vir me buscar. E minha aposentadoria está enrolada. Nem consigo pagar a passagem, mesmo se pudesse ir sozinho.
Sueli sentiu um aperto no peito. Imaginou-se sozinha em um país distante, doente?
— O que o senhor estava fazendo aqui quando ficou doente?
— Sou engenheiro. Trabalhava como freelancer para uma construtora. Com o AVC, eu já não prestava para nada?
— O senhor já tentou falar com sua família?
— A gerência não deixa a gente usar telefone.
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— Vi você conversando com o seu velhinho. Ele parece ter uma quedinha por você.
— Engraçadinho. Estou com muita dó dele. Ele não fala português direito. Não sei nem se o pessoal consegue entender do que ele precisa.
— Hm, eu também ia querer a ajuda de uma morena linda como você. Será que ele não está só tentando te seduzir? Fazendo-se de pobre coitado?
— Engraçadinho. Um senhor de 80 anos? Ele morou no Canadá, sabia? Parece que imigrou para lá há mais de 30 anos. Na semana que vem vou tentar conversar com a gerente da casa e ver se consigo ajudar. Talvez mandar um e-mail para os filhos dele.
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A sessão de terapia da semana foi cheia de Otto. Sueli contou tudo o que sabia sobre o velhinho e como ele estava abandonado aqui no Brasil.
A terapeuta ficou pensativa. Esse assunto de pais idosos parecia afetá-la tanto quanto a paciente. Sueli pensou, não pela primeira vez que os terapeutas estudavam psicologia para lidar com os próprios problemas.
— Sueli, você não acha que olhar para esse idoso é mais uma fuga para você não ter de lidar com o problema da sua mãe? Você acha que abandonou sua mãe na casa de repouso? Que devia tê-la levado para morar com você? Com sua família?
Sueli encarou a terapeuta boquiaberta. Negou com a cabeça. Olhou para a janela e ficou encarando a árvore lá fora por um longo tempo.
— Eu não abandonei minha mãe — murmurou. — Estou fazendo o que é melhor para ela e para mim. Ela não podia mais ficar sozinha. Não posso pagar pessoas para cuidar dela e ela não aceitaria mesmo se eu pudesse. Eu tentei ter uma pessoa com ela durante o dia. Ela trancou a mulher no quartinho!
A terapeuta caiu na gargalhada.
— Sério! Só abriu porque a mulher ameaçou me ligar. Acabou pedindo a conta depois disso. Ela acha que eu tenho a obrigação de cuidar dela, do jeito que ela quiser, ou seja, na casa dela. Ela quer que eu largue a minha família para cuidar dela. Isso eu não vou fazer.
— E por que você não a leva para morar com você?
— Ela é um terror! Ela se faz de coitada e não deixa ninguém fazer nada. Meus filhos não conseguem nem fazer lição de casa! Ela quer atenção o tempo todo. Parece que tem cinco anos em vez de oitenta!
— Ótimo! Agora que você acabou de dizer para si mesma em voz alta por que chegou a essa solução para a situação da sua mãe, acalme seu coração — disse a terapeuta, apontando para a caixa de lenços.
Sueli enxugou as lágrimas que não percebera escorrendo.
— Só mais uma coisa, pois nosso tempo hoje está acabando. As pessoas dizem que mãe é mãe, que temos que honrar os pais e repetem tantas outras frases feitas, mas as pessoas não ficam melhores porque têm filhos ou porque envelhecem. Há pais e mães narcisistas, psicopatas, feminicidas, pedófilos. E pessoas com todo tipo de disfunção social. Essas pessoas também ficam velhas. Precisamos tratar nossos idosos com respeito e dignidade, mas sem nos prejudicarmos. Cuida da sua mãe o melhor que puder, mas cuida de você também, ok?
Sueli assentiu com um sorriso molhado.
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No sábado seguinte, conseguiu conversar com a mãe por quase uma hora e ela só mencionou voltar para casa uma vez. Se tudo continuasse como estava, podia pensar em levá-la para passar a Páscoa em sua casa.
Fez questão de parar dez minutos para conversar com Otto, que como sempre estava sozinho olhando para o jardim. Ela já tinha se oferecido para trazer livros para ele, mas ele disse que não enxergava bem devido à catarata.
Antes de ir embora, passou na gerência.
— Sinto, mas não posso dar o contato dos parentes do Sr. Otto. É uma questão de privacidade.
— Entendo. Mas veja, estou preocupada com a possibilidade de os parentes não saberem da situação dele. Afinal eles estão no Canadá. E se não tiver ninguém que possa escrever em inglês, eu posso ajudar...
— Na verdade, estão na Alemanha. O pessoal da assistência social já entrou em contato. Eles não querem saber dele.
Sueli encarou a gerente com um olhar revoltado.
— Como assim? Ele precisa de ajuda. Ele está sozinho no Brasil e...
— Se quiser, posso passar seu contato para eles. Se acharem que devem, retornam para você, pode ser?
— Sim, por favor — concordou Sueli rapidamente.
— Sabe, D. Sueli, tivemos um caso aqui, há poucos meses de uma senhora que ninguém visitava. Ela tinha uma filha, que abandonou com a avó quando tinha três anos, para ir morar com um cara. Não visitava a filha, nem contribuía com o seu sustento. A avó morreu quando a moça tinha menos de 18 anos, daí acabou indo morar com a mãe, mas teve de fugir de casa por causa dos namorados dela.
Sueli deu um gritinho de horror. Por sorte ou por escolha, a mãe dela nunca tinha posto um predador dentro de casa.
— Mais recentemente, a mulher, já velha, ficou sozinha e sofreu uma queda. Foi levada ao hospital e a assistência social acionou a filha. A moça tentou cuidar da mãe, que fez da vida dela um inferno. Ela acabou colocando a senhora aqui. Depois de uns dois meses, apareceu uma sobrinha e levou a mulher embora. Disse que ia cuidar dela. Devolveu depois de duas semanas. Vou passar seu contato para os parentes de Otto.
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— Não sei por que tanta gente está tentando me desanimar.
— Acho que é porque, mesmo com a sua mãe, você tem uma visão cor-de-rosa da velhice.
— Não é verdade! Os idosos têm tanta sabedoria para compartilhar...
— Tem? Sua mãe é preconceituosa e machista. Lembra que falou para a coitada da cuidadora que ela era uma negra de alma branca? Realmente muito sábia!
— Foi o jeito que ela foi criada.
— E não aprendeu nada depois disso? E quando tive de chamar a atenção dela porque ela ia jogar o papel do sorvete no chão?
— Ela que me ensinou a tirar mancha amarela de roupa branca. A fazer polenta.
— Sabedoria não vem de brinde com os cabelos brancos.
— Que cínico!
— E você é abençoada por ter esse coração puro, apesar dos seus quarenta anos. E é por isso que eu te amo.
Ela fez olhos de emoji para ele.
— E fico contente por você ter me escolhido para passar a velhice — disse ele, puxando-a para perto de si.
Ela lhe deu um beijo.
— Eu só acho que, por pior que tenha sido a pessoa, ela não merece morrer sozinha, sem receber uma visita, sem ninguém se importar com ela.
— Nem um velhinho serial killer? Um pedófilo?
— Bem...
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Depois de vários sábados, o e-mail chegou.
De: Frieda.Becker@uni-berlin.de
Para: SueliCamacho12@uol.com.br
Assunto: Contato feito pela Casa de Repouso Cândido Araújo
Prezada Sra. Sueli,
Fui contatada pela gerente que me forneceu seu e-mail solicitando que eu entrasse contato com a senhora. Relutei em escrever, mas ainda fico indignada quando só a versão de pobre coitado do meu pai é conhecida. Vou contar a história dele e peço que não me responda, porque gostaria muito de esquecer de tudo isso. Meu pai me faz ter vontade de ter nascido de chocadeira.
Meu pai é alemão, como ele já deve ter contado, e nasceu em 1938. Ele era muito jovem durante a Segunda Guerra e acho que só por isso não fez parte das atrocidades da época, mas foi criado com a mesma mentalidade.
O pós-guerra, em um país destruído, deve ter sido muito difícil, não tiro isso dele, mas ele, em vez de aceitar que o país tinha sido vítima de um tirano, passou a se revoltar contra o domínio estrangeiro e entrou para um grupo radical de direita parecido com os skinheads.
Minha mãe disse que não tinha percebido essa tendência nele até depois que teve os dois filhos. Sou a mais nova.
Ele foi preso algumas vezes e, quando ele estava na prisão, tínhamos um certo alívio em casa, pois ninguém seria agredido.
Até que, em um dos ataques do grupo, eles mataram um homem e ele teve de fugir do país. Foi primeiro para a Argentina, que, na época, costumava ser um oásis para alemães com suas tendências partidárias. Parece que ele formou família lá, mas não tive contato com essa mulher nem com os filhos.
Ele se mudou então para o Canadá. Minha mãe faleceu um pouco depois disso e eu o notifiquei. Eu tinha quinze anos. Ele não perguntou se tínhamos o que comer ou com quem ficaríamos. Acabamos perdendo contato e não soube mais de sua vida lá, mas não acho que ele tenha se tornado uma pessoa mais agradável.
Há alguns meses, uma assistente social do Brasil entrou em contato para contar que meu pai tinha sofrido um AVC e que estava em uma casa de repouso.
Segundo ela, ele se casou com uma brasileira no Canadá, quase quarenta anos mais nova do que ele. Eles tiveram uma filha e se mudaram para o Brasil, onde ele comprou um sítio. Ele teve o AVC e ela o abandonou. Parece que levou as economias dele e agora eu e meu irmão pagamos pela hospedagem dele na casa de repouso.
Espero que após este relato, você possa me perdoar, pela falta de interesse na felicidade dele. Cuido de seu bem-estar, mas não me preocupo mais com ele do que ele se preocupou comigo a vida inteira.
Atenciosamente,
Freida Becker.
Sueli ficou encarando o computador por um longo tempo.
— Todo mundo dormindo. Quer que eu pegue um vinho? — perguntou o marido, voltando para a sala de estar.
Diante da demora na resposta, ele se preocupou.
— Tudo bem? Recebeu alguma notícia ruim?
— Não. Descobri que sou uma tonta e tão capaz de julgar os outros quanto aqueles que me julgam.
— Somos apenas humanos e todo mundo tem história. Dói mais quando quem nos machuca é quem amamos.
Ela fechou o notebook.
— Verdade.
Luci Lima é tradutora e escritora brasileira. Após anos trabalhando com textos de outros autores, decidiu que também queria contar suas próprias histórias. Escreve romances, histórias policiais e contos.
Acredita que uma boa história não precisa ser necessariamente impressa e aprecia as novas formas de leitura proporcionadas pela tecnologia.
Fã de Jane Austen, escreveu Em Busca do Destino, uma variação de Orgulho e Preconceito, publicada na Amazon.com.br sob o pseudônimo Lilly Ames.
Quando não está escrevendo, vive cercada de gatos, ideias e personagens que insistem em aparecer.