por Branca Lopes Boson
Uma solidão. Abandono. Não quero pessoas.para olhar, para ver. Quero quem me abrace muito apertado, de um jeito q eu caiba toda no abraço e que me console. É isso. Eu quero consolo. Pelas tristezas da vida, pelas minhas tristezas. Quero que me abrace , me faça cafuné, não fale nada. Que me ame, que me entenda sem dizer nada, porque não tem jeito de resolver com palavra nenhuma. Só quero parar de ficar forte, e me entregar e me soltar nesse abraço. Viver esses minutos de não ter que nada, como se fosse a recompensa por tudo.
Parece que faço força o tempo todo. Para não cair, errar, desmoronar, pra não chorar, desistir, morrer. Força pra não morrer. Como se viver fosse nadar, nadar, nadar e não boiar. Largar-se. Essa hora, esse abraço que choro por não ter, é a hora de boiar. Descansar. Confiar em qualquer coisa. É bem como a criança deve se sentir quando percebe que tem um adulto ali tomando oonta daquilo que ela não dá conta. E isso, nenhum adulto tem mais.
Não cabe mais no colo.
Eu quero colo. Não psicológico ou simbólico ou um colo que precisa se compreendido. Analisado. Quero colo que criança tem. Abrigo e descanso. E alívio! Dessa mãe que eu sinto falta. Alívio.
Branca Boson é especialista em Comunicação, e sempre foi amante das ideias. Trabalha com mentoria em expressão, ghostwriting e redação. Caçula de pais professores e intelectuais, mãe da Letícia, uma bela médica em começo de carreira. Escreve para tirar o extraordinário do ordinário, provocar emoção em quem passa batido, fazer pensar e dar significado. Branca acredita que tudo tem história para contar, sejam produtos, empresas ou pessoas. E que o ser humano conta histórias para (sobre)viver, se relacionar e evoluir.
Mestre em Gestão da Informação pela Fundação João Pinheiro. Especialista em Gestão Estratégica em Marketing pela UFMG e em Responsabilidade Social Empresarial pela PUC Minas, atua no desenvolvimento da expressão autoral de profissionais e líderes, ajudando-os a transformar conhecimento, experiência e propósito em narrativas claras, autênticas e influentes. Autora de romances e contos, integra a prática da escrita à mentoria, unindo pesquisa, estratégia e linguagem para fortalecer posicionamentos, ampliar impacto e construir uma comunicação coerente com a identidade de cada pessoa.
Sua literatura explora as contradições humanas, os preconceitos sociais e os processos de transformação. Em seus livros, aborda temas como identidade, envelhecimento, violência de gênero, relações afetivas, etarismo, tecnologia, liberdade e reconstrução pessoal. Seus contos revelam, com ironia e sensibilidade, as surpresas do cotidiano e as complexidades da condição humana.