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Crônica paródia

Crônica paródia

por Branca Lopes Boson

Minha cara tem rugas

Onde guardo histórias para contar.

Se estico até ficar lisinho

Apago tudo que tinha para falar.

O meu corpo tem mais gordura,

Meu cabelo tem mais tinta,

Meus músculos têm mais cansaço,

Minha vida é mais sucinta.

Em estar sozinha, à noite,

Mais prazer encontro eu cá.

Minha cara tem rugas

Onde guardo histórias para lembrar.

Não permita, Deus, que eu morra

Sem que eu as possa escrevinhar,

Sem que conte tantas lembranças

Para quem possa interessar.

Sem que eu, afinal, encontre

Os motivos por estar tanto tempo por cá.P

Branca Lopes Boson

Branca Boson é especialista em Comunicação, e sempre foi amante das ideias. Trabalha com mentoria em expressão, ghostwriting e redação. Caçula de pais professores e intelectuais, mãe da Letícia, uma bela médica em começo de carreira.  Escreve para tirar o extraordinário do ordinário, provocar emoção em quem passa batido, fazer pensar e dar significado. Branca acredita que tudo tem história para contar, sejam produtos, empresas ou pessoas. E que o ser humano conta histórias para (sobre)viver, se relacionar e evoluir.

Mestre em Gestão da Informação pela Fundação João Pinheiro. Especialista em Gestão Estratégica em Marketing pela UFMG e em Responsabilidade Social Empresarial pela PUC Minas, atua no desenvolvimento da expressão autoral de profissionais e líderes, ajudando-os a transformar conhecimento, experiência e propósito em narrativas claras, autênticas e influentes. Autora de romances e contos, integra a prática da escrita à mentoria, unindo pesquisa, estratégia e linguagem para fortalecer posicionamentos, ampliar impacto e construir uma comunicação coerente com a identidade de cada pessoa.

Sua literatura explora as contradições humanas, os preconceitos sociais e os processos de transformação. Em seus livros, aborda temas como identidade, envelhecimento, violência de gênero, relações afetivas, etarismo, tecnologia, liberdade e reconstrução pessoal. Seus contos revelam, com ironia e sensibilidade, as surpresas do cotidiano e as complexidades da condição humana.