por Idarci Esteves Lasmar
O que você diz de ser criança e do livro para criança?
O que você lia na sua infância?
Você continua lendo literatura infantil hoje?
Ao escrever sobre a literatura infantil, guio-me nas lembranças de meu ex-professor Celso Sisto, falecido em 04/10/2024, a quem presto esta homenagem.
Escritor de oitenta livros publicados para crianças e jovens, ilustrador, ator, arte-educador, etc., foi responsável pela formação de grupos de contadores de histórias espalhados pelo país. Várias vezes premiado pela qualidade de suas obras.
É dele a seguinte afirmação:
"Como se pode escrever para a criança e para a infância de hoje, segundo os livros que encontramos atualmente para esse público? Na variedade de formas, estruturas e explorações da linguagem, nos livros feitos hoje para as crianças, reconhecemos várias categorias da literatura infantil: as brincadeiras linguísticas, o livro de imagem, a escrita poética, o livro informativo, o reconto, a dramaturgia, a tradução, os livros com níveis distintos de dificuldades de leitura, os de temáticas mais ousadas, o crossover."
Ao recordar suas palavras, percebemos que Celso Sisto não apenas escreveu para crianças, mas ajudou a pensar a infância como um espaço de múltiplas linguagens e possibilidades. Sua visão amplia o horizonte da literatura infantil, mostrando que ela é viva, plural e necessária.

Mineira de Alfenas nasceu em ambiente rural, aprendendo a escutar os sons de um mundo especial a sua volta e guardar na memória tudo o que via com olhar atento _terra e muito céu.
Apaixonada por ensinar e escrever, a sala de aula foi sua casa por muitos anos, mas a escrita sempre esteve presente desde a infância.
Formou-se em Direito, fez mestrado em educação e várias especializações na área ambiental. Dedicou-se a escrever livros que ajudaram professores e escolas a pensar de forma mais integrada e cidadã, como Transversalidade e Integração – educação turística-ambiental;Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Minas Gerais: uma proposta de participação cidadã.
Na literatura, fez sua estreia com prosa poética no livro Das Palavras (Editora Guemanisse). Depois vieram contos em coletâneas como Palavras que mudaram o mundo, Contos de Viagem (ambos pela Editora Metamorfose) e Anima (Toca Editora). Também participou de um e-book em homenagem aos professores.
Em 2025, publicou o livro solo Vaga Lume – Prosa Poética (Toca Editora) e em 2026, participou das Antologias: Estação: Poesia. Poetizar a vida (Publicada – Vamos Cultural) e Cartas – as juras que prometi (Travassos Editora, em fase de edição).
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