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O TEMPO QUE A ALMA PEDE

O TEMPO QUE A ALMA PEDE

por Margarida Duarte

 

A felicidade não grita
nas vitrines do mundo,
ela chega devagar
como luz tocando o fundo.

Acordei sem pressa,
com pensamentos de procura,
como quem busca abrigo
em meio à própria ternura.

Vivemos correndo demais,
tentando alcançar o vento,
sem perceber o silêncio
pedindo morada por dentro.

Tudo virou relógio,
horas fugindo da mão,
e eu segui sem perceber
o cansaço do coração.

Até que parei.
E no instante mais verdadeiro
permiti que minha alma
respirasse por inteiro.

O reencontro aconteceu
na calma daquele momento,
e o tempo veio brilhar
dentro do silêncio.

Sentei perto da janela
sem precisar fotografar,
porque algumas belezas
nascem apenas para sentir e guardar.

Então compreendi baixinho,
com delicadeza e calma:
a vida floresce diferente
quando desacelera a alma.

Autoral por @Mag Poética

 

 

 

 

Margarida Duarte

Nascida e moradora de São Paulo, capital, minha história com as palavras começou aos sete anos, quando João de Barro, meu primeiro livro, despertou uma paixão que permaneceu ao longo da vida.

Mãe, avó e apaixonada pela vida, concluí minha jornada profissional e hoje me dedico a novos projetos, aprendizados e experiências, entre eles a escrita.

Transformo sentimentos e vivências em poemas, poesias e pensamentos. Atualmente, faço o curso on-line de Formação de Escritores em Escrita Criativa, aprofundando minha voz e meu olhar literário.

Escrevo com sensibilidade e verdade, acreditando que algumas palavras encontram exatamente quem precisava delas.

Nas redes sociais compartilho minha escrita em @Mag Poética.