por Thaíssa Leone
Estudo inglês desde os 5 anos de idade. Desde que me conheço por gente tive a oportunidade de conviver com o idioma. Tudo graças à minha mãe. Ela foi a primeira pessoa que me incentivou a aprender. E o inglês me trouxe muitas oportunidades boas. Inclusive, fui até para a China por causa dele.
Há algumas coisas que eu passei estudando que hoje em dia estão muito mais fáceis. Lembro de estudar em uma escola de idiomas e ter que decorar verbos para aprender. Hoje em dia, qualquer curso ensina isso rapidamente. O que antes levava anos agora pode levar meses.
Estudar qualquer idioma hoje está mais fácil com a ajuda da internet. Atualmente, estudo mandarim e adoro minhas aulas online. Tive a chance de aprender na China, mas hoje consigo ter contato com o idioma pela internet, por livros digitais e por aulas online. Na minha infância e adolescência, estudar inglês era apenas presencial, em grupo, e o preço não era acessível para muita gente.
Hoje em dia, quem realmente quer estudar inglês consegue até estudar sozinho e chegar muito longe.
Mas o que ninguém fala sobre aprender um idioma é que esse estudo não tem fim. Isso mesmo: não tem fim. Aprender um idioma como segunda, terceira, quarta ou quinta língua não tem um ponto final.
O aprendizado precisa ser constante. Hoje eu sou professora de inglês, tenho experiência de ensino na China e no Brasil, e posso dizer que até hoje preciso estar em contato com o idioma e continuar me desenvolvendo. Imagine então quem está no começo.
Focando principalmente no inglês como segunda língua: qualquer brasileiro ou brasileira precisa estar ciente de que estudar inglês não tem fim. Ou seja, terminar um cursinho e ganhar um certificado não garante fluência. Dependendo da pessoa, o indivíduo consegue construir uma boa base e se tornar independente. Isso, na verdade, é o que os cursos deveriam ensinar.
Qualquer pessoa que estuda um idioma precisa seguir uma trilha de aprendizado e, aos poucos, se tornar independente — ou seja, aprender sozinha, sem depender sempre de outras pessoas. Usar o Google Tradutor, usar o ChatGPT, aplicativos? Hoje existem inúmeros caminhos para alcançar a fluência.
A verdade que ninguém conta é que, mesmo o inglês sendo um dos idiomas mais usados no mundo, existem diferentes níveis de domínio entre as pessoas. Eu mesma sou bastante independente com o idioma. Consigo me comunicar, sobreviver em qualquer situação e até ensinar outras pessoas o que sei. Mas, se eu ficar muito tempo sem praticar, perco um pouco dessa habilidade. Estar em contato constante com a língua é essencial — e muita gente se esquece disso.
Já parou para pensar que você não sabe tudo de português? Agora imagine em inglês? você sabe tudo em inglês? Eu imagino que não. Até mesmo um falante nativo não domina sua própria língua 100% do tempo. Eu lembro que conheci uma americana que não sabia o que eram alguns tópicos de gramática, como, por exemplo, o present perfect.
Por isso, se você está estudando inglês agora, não desanime achando que ainda falta muito. Aprender um idioma é uma jornada, não um destino final.
O importante não é saber tudo. O importante é continuar aprendendo.
Talvez seja por isso que eu continuo estudando idiomas até hoje. Porque aprender uma língua nunca termina — e isso, na verdade, é uma das coisas mais bonitas desse processo.
Sempre há uma nova palavra, uma nova expressão, uma nova forma de ver o mundo.
Estudar Inglês é mais do que uma meta: é um processo de crescimento pessoal, disciplina, autoconhecimento e paciência. Se quiser compartilhar sua experiência ou dúvidas sobre esse idioma, vou adorar ler nos comentários.
Olá, sou Thaíssa Leone. Sou jornalista, professora de inglês, escritora e apaixonada por cultura, idiomas, palavras, histórias e pelo desenvolvimento humano. Sou formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e também venho aprofundando minha formação na área da escrita criativa. Minha trajetória profissional passou pela comunicação e pelo ensino de idiomas, incluindo uma experiência de alguns anos vivendo e trabalhando na China. Mas a escrita sempre esteve presente em minha vida. Como escritora, gosto de transformar experiências, questionamentos e aprendizados em textos. Escrevo principalmente sobre espiritualidade e autoconhecimento. Na minha newsletter Purificar-se, compartilho textos e reflexões sobre a jornada interior, a busca por Deus, espiritualidade e crescimento pessoal. Falo português, inglês e mandarim.