por Thaíssa Leone
Hoje, dia 5 de junho de 2026, acordei e fui me arrumar para ir à academia. Minha vó logo falou: "Faz café porque a vizinha quer beber." Na mesma hora, nós rimos e eu estranhei e respondi: "Eu? fazer café para a vizinha? Por que eu, que todo dia acordo e faço para mim e para a senhora, deveria fazer café para a vizinha?"
A verdade é que, por trás desse diálogo, anteriormente minha avó se tornou amiga da vizinha. Duas idosas que gostam de conversar bastante sobre várias coisas. E a vizinha num dia desses comentou que sente falta de café para minha avó porque seu filho não a deixa tomar por motivos de saúde. Ela é diabética. Ela pediu um pouco para minha vó e disse que sente falta de tomar essa bebida.
Minha avó, que se chama Santa. Já me disse uma vez que ama Deus e Jesus mais do que a própria neta, obviamente em tom de brincadeira mas falando a verdade falou que eu deveria fazer o café todos os dias também para a vizinha. Fazer café para a vizinha parecia algo insano por um momento.
Mas aí eu me peguei pensando. Tenho aprendido que servir é uma forma de amor. Porque não pensei do mesmo jeito que minha avó? Existe algum limite em servir? Devo eu servir café também para a vizinha que nem pode tanto assim? Isso é uma forma de obedecer ao que Jesus nos ensinou, que é amar o próximo como a si mesmo?
Eu fiz o café, tomei, servi para minha vó e fui para a academia. Minha avó pegou o café e foi servir a vizinha. Mais tarde, ela contou para mim que tocou a campainha várias vezes, mas não foi atendida. Não foi dessa vez que a vizinha conseguiu seu café, infelizmente.
Mas eu fiquei refletindo. O café só representa uma forma de ajudar. Poderia ser qualquer outra coisa. Ela sentia falta de beber café, um pouco não vai fazer mal. Às vezes, amar o próximo pode se manifestar em gestos pequenos, quase insignificantes. Por isso, devemos aprender a servir como minha vó me ensinou hoje.
O que você achou do café para a vizinha? Me conta aqui nos comentários!
Olá, sou Thaíssa Leone. Sou jornalista, professora de inglês, escritora e apaixonada por cultura, idiomas, palavras, histórias e pelo desenvolvimento humano. Sou formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e também venho aprofundando minha formação na área da escrita criativa. Minha trajetória profissional passou pela comunicação e pelo ensino de idiomas, incluindo uma experiência de alguns anos vivendo e trabalhando na China. Mas a escrita sempre esteve presente em minha vida. Como escritora, gosto de transformar experiências, questionamentos e aprendizados em textos. Escrevo principalmente sobre espiritualidade e autoconhecimento. Na minha newsletter Purificar-se, compartilho textos e reflexões sobre a jornada interior, a busca por Deus, espiritualidade e crescimento pessoal. Falo português, inglês e mandarim.