Vilma Toloto
Houve um tempo em que não eram os relógios que marcavam a vida, mas os sinos.
Eles chamavam para a oração, anunciavam festas, choravam pelas mortes
e lembravam que cada hora era também uma partilha.
Hoje, quando ainda ecoam, não soam apenas para a missa
soam pela memória de um tempo em que a vida seguia o compasso sereno do bronze.
Vilma Toloto, natural de Ourinhos-SP, é Pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia (PUC-SP) e em Recursos Humanos (PUC-Chile). Desde a infância, encontra na leitura e na escrita um espaço de prazer e crescimento.
Na adolescência, passou a escrever poesias e contos, paixão que segue cultivando e aprimorando por meio de estudos contínuos. Teve experiências no teatro, que influenciaram seu olhar narrativo.
É autora do conto "Cartas que o tempo não apagou", publicado na coletânea "Toda forma de amor" (Editora Metamorfose). Em 2026, finalista da Flip Off, com o conto "A Carta de Celina", e da Festa Literária Internacional de Paraty, com o conto "Domingo", na antologia NÓS 4.