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Os caminhos da vida

Os caminhos da vida

por Virgínia Maura Martins Ferreira

Os caminhos da vida

 

 

 

             A vida tem caminhos interessantes. Assim como uma estrada pode ser bonita e bem cuidada, mas também pode ter muitos problemas. Às vezes, ela tem desvios, buracos, rachaduras e até precipícios. Além disso, encontramos placas de aviso. Também pode haver,  reparações, consertos e manutenções. Durante essa jornada, encontramos novas pessoas e vivemos diversas situações, com momentos felizes e tristes.  

           Não sabemos o que vai aparecer em cada curva, mas ainda assim continuamos seguindo em frente.  A vida tem caminhos que podem ser difíceis e cheios de curvas. Não são como os trilhos de um trem; ela não corre em trilhos. Isso é a sua beleza, a sua grandeza, a sua música, a sua poesia e o seu encanto. É sempre uma surpresa.

          Muitas experiências que já tivemos nos fazem sentir saudades, porque não podemos revivê-las. A vida também pode ser muito engraçada. Coisas que costumávamos fazer antes, hoje pensamos muito antes de agir. Algumas atividades  que antes gostávamos muito agora não têm tanta importância  para nós.

         A vida também nos oferece momentos para pensar e nos perguntarmos: O que estou fazendo aqui? Que tipo de trabalho eu realizo? Estou trabalhando pensando apenas em mim?  Estou vivendo para ajudar outras pessoas com meu trabalho, seja no emprego ou em atividades de voluntariado? O trabalho que eu faço me deixa feliz? É isso mesmo que eu quero fazer?

        Tomar decisões não é nada fácil, e fica ainda mais difícil quando não temos certeza sobre o caminho que queremos seguir na vida. Quando sabemos claramente o que queremos, a decisão acontece de maneira natural e tranquila.

        Mas não quero falar sobre decisões; quero comentar sobre os acontecimentos da vida, os momentos que vivemos, sejam eles bons ou ruins. Quero falar sobre as lembranças que temos, aquelas boas das quais nos apegamos e não queremos soltar.

        Não sei quem disse isso, mas acho que li em algum livro que a vida deveria começar aos 40 anos, quando já temos um pouco mais de maturidade.

        Segundo o texto do livro, é nessa idade que sabemos exatamente o que queremos. Em seu devaneio, o escritor achava que não deveríamos morrer quando ficássemos velhos, pois, segundo ele, quando envelhecemos, nos tornamos mais sábios com as experiências da vida. Assim, evitamos as decisões precipitadas e impensadas que tomávamos quando éramos jovens ou adolescentes.

        É nessa fase do envelhecer que vivemos tudo intensamente, com calma, sabedoria e sem ansiedade. Já conhecemos os desafios, tanto os bons quanto os ruins, e sabemos o que realmente importa. E então, quando estamos no auge da vida, morremos.

        A vida tem dessas coisas: repentes, dúvidas, flashes, querer voltar atrás, mas não podemos, precisamos seguir em frente. Trabalhar com o que gostamos, acordar pela manhã sorrindo e alegres, porque vamos fazer o que nos faz felizes e também deixa outras pessoas felizes.

        Não devemos trabalhar pensando apenas no salário que vamos receber no final do mês, pois isso limita nossas vidas, não liberta a nossa alma e nos torna infelizes.

        Viver não é fácil, mas, ao mesmo tempo, é uma experiência valiosa. É maravilhoso, deslumbrante, sensacional e majestoso, ver o sol, a grama verde, as borboletas, os beija-flores e a chuva caindo do céu. Tudo isso é lindo! O barulho do mar, receber um beijo e um abraço de Chiara, que tem 7 anos, e de pessoas queridas, é algo especial. Estar com a família, onde cada um é diferente do outro, com seu próprio mundo, é incrível. E nós, uma centelha de vida, fazendo parte de tudo isso. É magnífico.

        O que sei é que não podemos deixar para amanhã o que queremos fazer hoje, pois não sabemos se o amanhã chegará. Uma coisa eu tenho certeza: somos nós que fazemos a vida boa ou ruim. As decisões são apenas nossas.

        Outra certeza é que, se tomarmos decisões por conta própria, sem pedir a orientação de Deus, que é o nosso Criador, e de Jesus, o nosso Senhor, o resultado certamente, não será positivo.

        Se em nossas decisões e em tudo que fizermos pedirmos a ajuda de Deus, o Senhor do Universo e de todas as coisas, e de Jesus, o nosso Mestre e Senhor, com certeza tudo sairá bem. Porque nosso Pai sabe exatamente o que é bom e ruim para nós.

        As boas ou más lembranças sempre farão parte da nossa vida. No entanto, tentar viver apenas o que é bom é ainda melhor. Assim, quando estivermos bem velhinhos, se Deus assim o permitir, poderemos assistir às cenas do filme das nossas vidas na sala de cinema da nossa mente e dar boas gargalhadas dos momentos inesquecíveis. [17 de abril 2007]

Virgínia Maura Martins Ferreira

Jornalista, escritora e instrutora de yoga, apaixonada pelo poder das palavras. Seu maior encanto é a aventura pelo mundo da literatura infantojuvenil. Já tem nove livros publicados: sete em prosa e dois de poemas. Também escreve contos e crônicas, alguns já  publicados em antologias e jornais locais.  Tem curso de Formação de Escritores, pela Metamorfose e Curso de Assessoria de Imprensa, pela Estácio de Sá. Gosta de usar seu tempo para orar, ler, escrever e cuidar da casa. Encontra prazer no silêncio, na comida saudável, na yoga, na meditação, em caminhar ao ar livre, e em apreciar árvores, flores, pássaros e animais, além de tomar banho de mar e de cachoeira.